Alguns consideram que o “marketing” sempre esteve presente na advocacia. Outros afirmam que a combinação de ações intencionais que precedem as atividades de vendas só foram surgir, para a advocacia, nas décadas de 1960 e 1970, nos últimos 40 anos.
Porém, a criação do marketing jurídico é um fenômeno recente no Brasil. Foi no final da década de 1990, há cerca de 20 anos, que os primeiros escritórios começaram a divulgar seus serviços com orientação merc
adológica pontual. Mas apenas há 5 anos, que os escritórios de advocacia obtiveram um acesso mais amplo a informações e profissionais especializados no assunto.
O marketing jurídico não é apenas uma tendência ou uma reinvenção do marketing tradicional que impacta apenas a visibilidade da banca de advogados no mercado. Mais do que isso, o marketing legal, é o desenvolvimento de foco na essência das necessidades do advogado que, por sua vez, resultam em maior competitividade para a banca.
Esses novos paradigmas têm sido muito importantes para a vida da advocacia. Mudanças globais, sociais, políticas, tecnológicas e econômicas, regulamentações e desregulamentações, aumento das expectativas dos clientes e novas tecnologias de informação resultaram em mudanças significativas no mercado, agora altamente competitivo, e que tem forçado advogados e bancas jurídicas a repensarem na conduta e abordagem com que competem. Por essa razão buscou-se desenvolver o marketing jurídico.
Para os escritórios que desejam incorporar o pensamento em marketing orientado para a ética-disciplinar, alguns pontos são essenciais e garantem a implementação do processo:
Percepção quanto ao Marketing jurídico – não se trata de uma solução milagrosa para escritórios semifalídos. É importante conhecer o assunto lendo livros e artigos, e participando de palestras e eventos sobre o tema. O assunto está cada vez mais acessível, é verdade, e periodicamente aparecem palestras sobre o assunto nas mais diversas seccionais da OAB. Você pode inclusive acompanhar a nossa agenda.
Buscar um profissional ou empresa especializada – hoje, as bancas têm diversas soluções em comunicação e gestão legal do que há 20 anos. Deve-se buscar um profissional de marketing legal que encontre alternativas para as bancas e possibilite a divulgação de seus serviços. É muito importante ao escolher um profissional, que ele conheça verdadeiramente a deontologia, pois a responsabilidade de qualquer ato imprudente cairá sobre o escritório ou sobre os sócios.
Planejar ações e colocá-las em prática – as ações e ferramentas devem fazer parte da rotina do escritório, de forma continuada, prevendo metas e objetivos de curto, médio e longo prazo. Um plano de marketing jurídico é uma mudança cultural e profissional das atividades do escritório.
Separar um orçamento ou Budget – o marketing jurídico é customizado e leva em conta o quanto a banca quer investir. Separar um Budget é ter a disponibilidade e maior visibilidade sobre quantas e quais ações podem ser realizadas e quais resultados podem ser obtidos. Mas não se engane, a velha conta de quanto mais se gasta mais se tem resultado, nem sempre se aplica. Soluções criativas de pouco custo e muito bem executadas podem ter tanto resultado ou mais quando soluções caras e mal planejadas ou executadas.
Tomada de decisão compartilhada – nos escritórios norte-americanos os “chief marketing officers” já ganharam um assento à mesa da banca. No Brasil, a tomada de decisão com relação ao marketing ainda permanece, em grande parte, nas mãos dos advogados, sócios sêniores ou administradores. A banca que quiser ganhar visibilidade, rentabilidade e sustentabilidade, deve abrir espaço para profissionais qualificados e focados na atividade de marketing, comunicação e administração.
O mercado está evoluindo e a advocacia caminha junto rumo ao terceiro milênio. Com o entendimento desse 5 pontos, a cultura do Marketing Jurídico e a visão de negócios poderá florescer e gerar frutos realmente vantajosos e competitivos para a sua banca.

